SEGURANÇA INSTITUCIONAL, HUMANIDADE E GESTÃO: A TRAJETÓRIA DE ANDRÉ LEÃO NA POLÍCIA JUDICIAL DO TRT10
Da Polícia Militar da Bahia à coordenação da Segurança e Polícia Judicial do TRT da 10ª Região. Uma trajetória construída entre experiência operacional, capacitação, gestão e, sobretudo, compromisso com a missão de proteger pessoas e instituições.
No Episódio 44 do Podcast Black Panther QAP, apresentado por Eduardo Marques, o servidor e associado André Leão, Coordenador de Segurança e Polícia Judicial do TRT10, compartilhou experiências marcantes de sua carreira e apresentou sua visão sobre os desafios e o futuro da Polícia Judicial.
A história de André na segurança pública começou de maneira inesperada. Em 2009, enquanto se preparava para concursos da área administrativa, teve sua inscrição realizada por um amigo no concurso da Polícia Militar da Bahia. A aprovação deu início a uma trajetória de quase 12 anos na PM-BA.
Em 2017, incentivado por colegas, passou a direcionar os estudos para o Poder Judiciário. No final de 2021, ingressou na Polícia Judicial do TRT10. Poucos anos depois, em 24 de março de 2024, assumiu a Coordenadoria de Segurança do Tribunal para o biênio 2024–2026.
🎯 DO OPERACIONAL À GESTÃO
Durante a conversa, André destacou uma das principais mudanças de perspectiva de sua carreira.
Enquanto o policial operacional está diretamente ligado à resposta imediata às ocorrências e à proteção no campo, a gestão exige uma visão muito mais ampla: planejamento, integração entre equipes, avaliação de riscos e capacidade de antecipar cenários.
Para ele, uma das maiores responsabilidades de quem ocupa uma função de liderança é justamente trabalhar para que os problemas sejam identificados e enfrentados antes de se transformarem em crises.
🤝 QUANDO A MISSÃO ULTRAPASSA OS MUROS DO TRIBUNAL
Um dos momentos mais marcantes do episódio foi o relato sobre a atuação da Polícia Judicial durante a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, em maio de 2024.
Integrando a missão emergencial de apoio às vítimas, André relembrou situações que reforçaram o caráter humano da atividade policial.
A experiência também ajudou a romper a percepção de que a Polícia Judicial atua exclusivamente dentro das instalações dos tribunais.
A missão demonstrou, na prática, que sua atuação pode alcançar diferentes ambientes sempre que houver necessidade de proteção de pessoas, estruturas, servidores e valores relacionados ao Poder Judiciário.
⚖️ SEGURANÇA INSTITUCIONAL EXIGE ESPECIALIZAÇÃO
André também explicou as particularidades que diferenciam a segurança pública tradicional da segurança institucional.
Na Polícia Judicial, o trabalho envolve contato permanente com magistrados, servidores, jurisdicionados e diferentes públicos atendidos pela Justiça, inclusive em ações externas e projetos voltados a populações em situação de vulnerabilidade.
Por isso, treinamento contínuo, protocolos específicos, atendimento pré-hospitalar, preparação técnica e conhecimento das rotinas institucionais tornam-se fundamentais.
💻 TECNOLOGIA A SERVIÇO DA SEGURANÇA
No TRT10, inovação e capacitação também passaram a ocupar papel estratégico.
Entre os avanços destacados estão a implantação de controle de acesso com reconhecimento facial, integração dos sistemas de CFTV e aperfeiçoamento constante dos mecanismos de monitoramento e prevenção.
O Tribunal também mantém ações de capacitação voltadas aos magistrados, abordando temas relacionados à segurança pessoal, defesa pessoal e outros procedimentos necessários à prevenção de riscos.
🚨 CRISE NÃO É MOMENTO PARA IMPROVISO
Outro ponto central da entrevista foi o gerenciamento de crises.
Segundo André, treinamento e simulação de diferentes cenários permitem que as equipes estejam preparadas para situações críticas, reduzindo o espaço para improvisações.
E, nesses momentos, a liderança assume papel decisivo: equilíbrio, serenidade e capacidade de decisão ajudam a direcionar o comportamento de toda a equipe.
🔭 A POLÍCIA JUDICIAL DOS PRÓXIMOS ANOS
Com atuação em uma jurisdição que compreende Distrito Federal e Tocantins e um efetivo de aproximadamente 80 policiais, o desafio é continuar evoluindo.
Para André, os próximos anos devem consolidar uma Polícia Judicial ainda mais integrada, tecnológica, especializada e reconhecida pela sociedade pelo seu elevado nível de preparo e eficiência.
Mais do que segurança patrimonial, trata-se de proteger pessoas, garantir o funcionamento das instituições e contribuir para que a Justiça possa exercer plenamente sua missão.
👏 A ASDR parabeniza o servidor e associado André Leão pela participação no Podcast Black Panther QAP e pelo trabalho desenvolvido à frente da Segurança e Polícia Judicial do TRT10.
Dar visibilidade à atuação dos nossos servidores também é reconhecer profissionais que, diariamente, colocam conhecimento, responsabilidade e dedicação a serviço do Poder Judiciário e da sociedade.
📺 Assista ao episódio completo no YouTube:
EP44 – ANDRÉ LEÃO | Coordenador de Polícia Judicial do TRT10
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